Deu bode

maconaria

Meu pai era maçom. Nunca soube muito bem o que significava isso. Mas sabia que era como ser de capricórnio – algo que eu nunca seria.

Havia a lenda de que os maçons se reconheciam à distância, como os cachorros. Mas era só um toque de mão, um jeito de cumprimentar, de coçar a orelha, ou três pontinhos ao final da assinatura. Coisas assim, bem mais banais. Como as formigas, batendo as antenas. Abelhas dançando no ar.

Tinham segredos.
Montavam bodes.
Faziam pactos de sangue.
Adoravam o diabo.

Não conseguia ver meu pai fazendo nada disso, principalmente montar um bode. Então nunca levei essas crendices muito a sério.

Mas gostavam, sim, de símbolos.
E de roupas estranhas.
Aventais.
Babadores.
Anéis.

Não conseguia imaginar meu pai de avental, como minha mãe, e de babador, como meu irmão caçula.

Mas isso não queria dizer nada, porque eu tampouco conseguia imaginá-lo fazendo sexo com minha mãe – eu tinha doze anos, já tinham me contado tudo na rua, e, como éramos cinco filhos, eu sabia não apenas que já tinham feito, como que não fora uma vez só.

Mas entre acreditar e conseguir imaginar vai uma boa distância.

Eu via os maçons como uma espécie de templários genéricos, fora de época, sem armadura, sem cavalos, sem jerusaléns a conquistar.

Seu templo era, naquela época, uma série de valetas escavadas no terreno baldio em frente à nossa casa, onde seriam as fundações da sua Loja.

Brincávamos por ali, tentando adivinhar onde era a sala da caveira, o calabouço, a sala do bode.

Só quando começaram a subir a construção é que perceberam que havia um erro no projeto. O engenheiro rabiscara a planta apenas com linhas, sem considerar a espessura das paredes.

Com 50 cm perdidos nas alvenarias externas, mais 15 descontados aqui, 15 esquecidos ali e outros 15 acolá, as salas menores se tornaram corredores.

Alheios às sérias discussões dos adultos sobre como resolver o problema e salvar a Loja, brincávamos do mesmo jeito no corredor da caveira, no corredor do calabouço, no corredor do bode.

Nisso que dava acreditar num Supremo Arquiteto do Universo e contratar um engenheiro na hora de fazer o projeto.

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19 de julho

Helder
Mãe e filho em 2014

 

Minha mãe me acordou.

– Vá chamar a parteira.

Com certeza já tínhamos telefone, talvez a parteira é que não tivesse.

Desci as escadas, dobrei à direita, passei pela praça, pela matriz, desci a Rua do Comércio, atravessei a linha, tomei o rumo do Bairro de Lourdes.

Daí a pouco voltávamos, eu e a parteira. Fui dormir de novo e só acordei de madrugada, com um choro de criança.

Minha mãe estava deitada, suada, com um bebê nos braços.

Não me lembro de ter sentido nada, de ter dito nada. Era só um bebê, ainda sem nome, que chorava. Um menino (mais um! e ela queria uma menina).

A parteira voltou para casa sozinha, ou chamou um táxi, ou dormiu por lá mesmo, não sei.

Meu pai, como nos quatro partos anteriores, não estava por perto. Não estava em casa, nem na mesma cidade.

Voltei a dormir e acordei com o dia já claro. Vi um dos meus irmãos, de 4 anos (até a véspera, o caçula), de pé no parapeito da varanda (nossa casa era imensa, e ocupávamos os quartos do segundo andar). Tinha uma toalha de banho amarrada no pescoço, como quando brincávamos de super-herói.

– Pula. Você voa – insistia meu outro irmão, um ano mais novo que eu.

E ele tinha medo de não voar, e não pulava.

– Pula!

E estava prestes a ser empurrado para o voo quando minha mãe surgiu na porta, arqueada como se tivesse 100 anos.

Agarrou pela toalha o que estava no parapeito e pelos cabelos o outro, o que o instigava a voar.

E bateu nos dois.

Até se cansar. Até não conseguir mais levantar a mão.

Então voltou para a cama, se apoiando nas paredes, abraçou o recém-nascido e chorou.

Chorou mais que todos.

Chorou pelo filho que ganhara horas antes e pelo que, por pouco, não perdera horas depois.

Chorou por estar sozinha, com 5 filhos em casa. (Talvez estivessem ainda ali a parteira, ou alguma das empregadas, não sei. Mas era o choro de quem estava visceralmente sozinha.)

Chorou por estar dolorida do parto. Chorou pela caminhada trôpega até a varanda. Chorou pelo esforço do salvamento e da surra.

Chorou porque sabia que não poderia morrer pelos próximos 20 anos, pelo menos, até o novo caçula, o temporão, estar “criado”.

Chorou por tudo que não tinha chorado e não tornaria a chorar – não creio jamais tê-la visto chorando, antes ou depois.

Chorou porque era uma mulher que não chorava.

Isso foi há 51 anos.
Num 19 de julho, como este de hoje.

(para o Hélder, o que nasceu; o Hubbley, o que não voou; e para minha mãe, que talvez tenha esgotado ali todas as lágrimas)

Direito e avesso

molde

O universo não se dividia, então, em luzes e sombras ou entre o Bem e o Mal, mas nos domínios do masculino e do feminino, representados pela máquina de escrever e a máquina de costura.

A primeira comandava o escritório do meu pai; a segunda, o quarto da minha mãe. Uma cercada de livros e silêncio; outra, de retalhos coloridos, música e risos.

Escrever, com os indicadores catando milho nas teclas da Remington, exigia concentração – ali, no âmbito das leis, não éramos bem-vindos. Nosso lugar era no chão, de tesoura da mão, recortando figuras das revistas de moda, aos pés da Singer.

Cada um desses mundos tinha seu vocabulário próprio, seu dialeto. Cerzir e sursis, corpetes e habeas corpus, evasês e evasões – palavras que se aproximavam, sem jamais se tocar.

Junto ao pedal da máquina de costura, imperava aquilo que mais tarde soube chamar-se francês: godê, plissê, cotelê, croqui. Nos raros momentos sob a escrivaninha, prevalecia o que desde sempre se chamou latim: animus, caput, data vênia, de cujus, pari passu, causa mortis, sine die.

Havia uma palpável hierarquia entre a matéria – o pano, a pence, o pesponto – e o espírito. Entre o braçal da carretilha, da agulha e do dedal, e o reino da autoridade intelectual, da retórica, da persuasão.

Essa divisão era ancestral: minha avó regia a roupa no varal, a labuta na cozinha, e meu avô, as conversas no salão, a posse do dicionário, as palavras cruzadas no jornal.

Um desses espaços era mais sentimental e mais lúdico: o do soutache, do ilhós, da passamanaria. Do cós, do viés, da sianinha, da lapela, do vivo, do gavião. Das revistas coloridas (o outro mundo não tinha figuras). Da tesoura que fazia ziguezague – da própria palavra ziguezague.

O outro mundo não oferecia grandes diversões além do perfurador, com o qual se podia fazer confete: não era permitido tocar a caneta-tinteiro, a carimbeira, o mata-borrão.

O mundo do papel manilha era melhor que o do papel almaço. A Burda, mais agradável de folhear que qualquer processo.

O quarto de costura era nosso quintal; o escritório, a sala de visita. Este, o território do não; aquele, o do sim. Um, o dos livros fora do alcance, na estante – o outro, o de sentar no chão, entre cortes de cambraia, retalhos de feltro, amostras de cetim.

Apesar de estar lá a cultura, de lá ficarem as letras, foi no lado de cá que se deu a descoberta de que cada palavra tem sua textura, seu caimento.

Assim o morim, a chita e o riscado, tão distantes da organza, do tafetá, do organdi – não só ao tato, mas também ao ouvido. Assim o linho e a flanela (ele, ríspido; ela, suave), o impecável poliéster e o suscetível algodão.

O mundo do Direito e o do avesso, o das Cortes e o da costura, o das Leis e o das linhas acabaram por se coser num só, este em que se pode chulear as frases, rematar sentenças e nelas ir alinhavando ideias e pregando as palavras como quem prega botão.

 

(publicado originalmente em 11 de abril de 2018)

Gestalt

Gestalt

Era um curso de férias sobre Gestalt na UFRJ.

Depois de cada “vivência”, vinha a parte teórica (a sensação devia preceder o entendimento).

Um dos jogos consistia em relaxar, buscar as memórias mais antigas e escavá-las um pouco mais, numa espécie de arqueologia de si mesmo. Descalço, olhos fechados, deitado no chão, cada um ia rebobinando a própria fita (era um tempo em que se rebobinavam fitas) e resgatando cheiros, cenas, nomes.

Ao abrir os olhos, havia em volta dezenas de lápis de todas as cores, e folhas em branco. Era a hora de pegar qualquer lápis (que, obviamente, não era “qualquer” lápis) e desenhar qualquer coisa (que – logo se saberia – estaria longe de ser “qualquer coisa”).

Concluída a tarefa (melhor: esgotado o tempo para executá-la), sentavam-se todos formando um grande círculo e, um a um, os desenhos eram levados ao centro desse círculo. O autor devia então falar do desenho na primeira pessoa – não “isso é uma árvore”, mas “eu sou uma árvore”. E fazer o mesmo com relação às cores: “eu sou esse verde”, “eu sou esse azul”.

Eu era um peixe azul e verde. Um peixe dentro e fora da água. Um homem-peixe, me afogando onde os peixes respiram. Um peixe-homem, respirando onde os homens se afogam. Minha memória mais antiga era uma crise de asma, um estar afogado simultaneamente na falta e no excesso de ar.

Disputei silenciosamente com uma garota magrinha, quase transparente, a primazia de ser o último ir até o centro e falar. Perdi.

Ela fora a única a pegar um lápis branco, aquele que é sempre o último sobrevivente da caixa, o que permanece intocado quando os demais já se esbaldaram no apontador.

Seu outro lápis era vermelho – a cor que ela mais detestava. Não tinha sido exatamente uma escolha: foi o que sobrou, junto com os inúteis lápis brancos, dada a sua demora em retornar da expedição ao passado.

Seu desenho tinha sido feito em vermelho e recoberto de branco, até se tornar rosa pálido.

“Eu sou cor-de-rosa”, ela disse. “Eu não sou”.

Enquanto eu me debatia (homem submerso, peixe fora d’água) por ser ao mesmo tempo azul e verde, ela, sendo vermelho e branco, chegara a um meio termo, a uma solução de compromisso, e não era nem uma coisa nem outra. Seu cor-de-rosa não era uma decisão, mas uma diluição. Um ponto em que as forças se anulavam.

“Eu sou morna”.

Possivelmente a Gestalt não tenha hoje o mesmo apelo que tinha naquele final dos anos 70, início dos 80, nem garotos com asma e garotas diáfanas façam mais “vivências”, descalços e despidos de suas “couraças”, nos salões da velha Universidade do Brasil. Mas foi entre lápis verdes, azuis, vermelhos e brancos que a ânsia de ser tudo ao mesmo tempo e a tentação do neutro, do inerte, se defrontaram claramente pela primeira vez.

A garota cor-de-rosa não sabe o quanto este anfíbio lhe é grato.

 

(originalmente publicado em 27 de abril de 2018)

Herança

Heranca
Minha mãe e meu irmão caçula.

Shakespeare se perguntava o que há num nome. E concluía não haver nada – mesmo o cheiro seria igual, fosse outro o nome da rosa. Mas e o sobrenome? O que é que faz um Orleans & Bragança e um Silva tão iguais, e tão distintos?

O nome é meu, o sobrenome é nosso. Vai além de mim, me vincula a uma linhagem, me inclui num clã. Me diz com quem me pareço, a que grupo pertenço, quem carrega meu sangue – e até com quem não devo me casar. O sobrenome é uma espécie de DNA, inventado antes de o DNA ser descoberto (ou descoberto antes de o DNA ser inventado, vá saber).

Gosto do meu Affonso. É denso, incomum, ainda mais com esse duplo F tão arcaico. É sonoro e masculino (as mulheres da família é que devem sofrer com esse acúmulo de testosterona pendurado no nome). Como uma espécie de “O gordo e o magro”, vem acoplado a um etéreo Alves, que dizem que vem de Álvares, e que tem mais de alvo que de avaro, e que combina tão bem com o Affonso que deviam vir algemados por um hífen, uma lua Alves gravitando a terra Affonso.

Não herdei, por machismo do meu pai e omissão de minha mãe, o belo Lopes de Faria que ela trouxe do berço. Lopes, sobrenome plural como Alves, deve vir de “lupus”, um lobo que teria tudo a ver com o Raposo que não herdei de minha avó paterna (também por machismo do meu avô, para quem o Alves Affonso bastaria aos filhos e netos). Perdi a chance de ter uma alcateia de lobos e raposos correndo junto do meu nome.

Com minha outra avó, a materna, morreu o Viana Leal, sobrenome que invejo nos primos de Pedra do Anta, que ainda o ostentam. Leal iria bem com o lupino Lopes, com o felpudo Raposo, e o Viana vindo dos confins de Minas teria sido o parceiro fonético perfeito para o Alves (Viana Alves, não soa bem? não lembra um vale entre montanhas, um som de violino?).

De outra bisavó, ficaram perdidos no caminho o Medeiros, o Magalhães. O Medeiros vindo (acho) da Madeira, uma ilha no meio do Atlântico, entre Cabo Verde e os Açores. Se não veio de lá, não importa – é de lá que o imagino vindo. Não o Magalhães, que não caberia – sobrenome gigante – numa mera ilhota. Magalhães vem de um estreito de gelo e fogo, de uma galáxia.

Na geografia que criei, ainda criança, para os sobrenomes que não chegaram até mim, mas que são meus, estão os vales dos Vianas, as florestas dos Lopes e os bosques dos Raposos, os fortes dos Leais, as ilhas dos Medeiros, as praias dos Farias, as nuvens de Magalhães. É lá que vivem os Alves e os Affonso, vizinhos de porta dos Ragone, dos Finamore, dos Andrade, dos Figueiredo, dos Gonçalves, dos Mendes, dos Carvalho e, indo à raiz da árvore genealógica, vizinhos de todos os sobrenomes do mundo – descendentes que somos do mesmo primata (ou do mesmo Adão). O que dá na mesma, porque, voltando a Shakespeare, quer o chamemos de Adão ou Elo Perdido, nosso ancestral teria o mesmo cheiro e o mesmo polegar opositor, desceria da mesma árvore, descobriria a fogo, inventaria a roda (ou seria o contrário?) e um dia acharia que o nome não basta (porque nos individualiza), e inventaria o sobrenome (que nos une).

 

(originalmente publicado em 9 de junho de 2013)

Didática

redacao

Dr. Paschoal, professor de português no colégio das irmãs sacramentinas, em Andrelândia, tinha uma didática muito particular. Toda sexta-feira encomendava uma redação. Na segunda, os cadernos eram aleatoriamente redistribuídos pela turma, e corrigíamos os textos uns dos outros. Não bastava apontar o que estava errado: era preciso dizer o porquê. Só então ele corrigia as redações – e as correções.

Tínhamos 14, 15 anos, e já sabíamos que “não se começa oração com pronome oblíquo”, “vocativo exige vírgula”, “haver, no sentido de existir, é impessoal”, “o verbo concorda com o núcleo do sujeito”, “estrangeirismos são desnecessários”, “pleonasmos são vícios”, “reticências devem ser usadas com parcimônia”. Me lembro bem disso meus amigos e houveram várias situações em que alguma dessas regras me voltaram à memória num flashback do passado…

A verdade é que não consigo ler um texto sem que o aluno do Dr. Paschoal que habita em mim tire do estojo imaginário uma caneta vermelha metafórica e vá mentalmente sublinhando as conjugações capengas, as regências tronchas; e salpique crases, tremas (ainda salpico tremas!) e acentos nas proparoxítonas (e nas oxítonas terminadas em A, E, O, M, N e ditongos abertos).

Esta semana, me peguei fazendo isso com um tuíte que dizia “Daqui a 4 minutos pousará na Lua uma sonda israelense, o que fará de Israel o quarto país depois dos Estados Unidos, Rússia e China a aterrizar naquele planeta.”

Poderia haver uma vírgula depois de “Daqui a 4 minutos” (adjunto adverbial de tempo deslocado), mas vírgula demais atrapalha. Vírgula é como ciúme: se tem, é porque alguma coisa está fora do lugar, ou passou do ponto. Deixemos sem.

4 é melhor grafar por extenso (até dez é assim que se faz; depois dá mesmo preguiça).

Lua está com maiúscula. Perfeito. Porque Lua (com maiúscula) é o nome próprio da lua (com minúscula). O mesmo vale para o Sol (de quinta magnitude, porém maiúsculo) e os infinitos sóis (maiores que o Sol, mas minúsculos) por esse infinito afora.

“O quarto país depois dos Estados Unidos, Rússia e China”. Aí faltou vírgula – ou faltaram parênteses. Israel seria o quarto país (depois de X, Y e Z). Sem a vírgula separando o aposto, Israel deixaria de ser o quarto para ser o próximo, ou o primeiro.

Senti falta da preposição, por causa do artigo definido. Depois dos Estados Unidos, da Rússia e da China. Ou depois de Estados Unidos, Rússia e China. Mas aí já pode ser estilo. Ou TOC, o que costuma dar na mesma. Deixo a canetinha vermelha de lado, e sublinho a lápis.

E eis que chega o momento em que dá vontade de usar a sylvapen: “aterrizar” ou “aterrissar”? Tanto faz. Aterrizar me soa aterrorizante; aterrissar parece garantir um pouso mais suave. Fica ao gosto do freguês. O que não pode é fazer isso na Lua.

Quer dizer, até pode. Não se faz alpinismo nos Andes? Os gatos não têm dentes caninos? Não se usa transatlântico para cruzar o Pacífico? Por que não comprar terreno na Lua, ser enterrado em Plutão, haver obras de terraplanagem em Vênus, terremotos em Mercúrio, terras férteis em algum lugar da Via Láctea?

Qual o problema de, com a exploração capitalista espacial, vir a haver o Movimento dos Sem Terra em Marte, e marcianos de bonezinho vermelho disputando território com seus conterrâneos da elite verde de olhos azuis, que tomam sol no terraço enquanto os que não nasceram com o * para fobos e deimos vivem em casinhas térreas, capinando os terreiros ou escavando os subterrâneos com as antenas cheias de terra?

Implicância minha. É que aquele neurônio estacionado na oitava série tem um ataque cardíaco no fígado quando ouve falar em sabatina no domingo, churrasco vegano, marinheiros no Rio Amazonas (ainda que este seja um rio-mar).

Podendo pousar na Lua, é melhor.

Ah, sim – e agora é hora de pegar o pincel atômico –, a Lua não é planeta. Mas isso já não é mais da alçada do Dr. Paschoal.

 

(originalmente publicado em 13 de abril de 2019)