Sobre o autor

Eduardo sem brilho

 

Arquiteto seduzido pela psicanálise e pela etimologia, ateu filho de Ogum e afilhado de Santa Rita de Cássia.

Mineiro e taurino desde o nascimento, no último abril dos anos 50, em Belo Horizonte.

Vegetariano (só não sou vegano porque não consegui largar o queijo) e cronista depois que a poesia me deu um pé na bunda (mas a gente ainda se encontra às escondidas).

Participo do coletivo literário Flique e tenho uma coluna quinzenal na página 3 d’O Globo.

Nenhum livro publicado.

Por enquanto.

7 comentários em “Sobre o autor

  • Até hoje, Affonso me lembrava o Martim, aquele que veio dar um bom-dia interessado aos índios em 1532. Me lembrava também um amigo de quem perdi o endereço já faz uns trinta anos – acho até que já morreu. Fiquei feliz em poder acrescentar mais um Affonso a meu círculo de conhecidos. E que Affonso!

    Um Affonso que escreve tão gostoso como os bem-casados e a queca preta que fazia minha avó mineira. Um Affonso vegetariano que, como eu, segue o figurino deste limiar de século novo. Um Affonso que gosta de queijo – como é que alguém pode não gostar?

    Deste lado da linha, está um paulistano nascido quando o Sol passava pelos Peixes, quatro anos antes de o século XX se dobrar pela metade. Um brasileiro que, embora viva há muitas décadas na Suíça, ainda guarda na gaveta o mesmo passaporte e, na cabeça, a lembrança das coisas boas da terra natal. Um aprendiz de escriba que ousa um artigo mensal no Correio Braziliense. Um desajeitado cronista de costumes que insiste quotidianamente em dar lições ao mundo, na ilusão de que a moçada está interessada no que pensa um setentão.

    Gostei do café e do bolo de fubá. Agradeço e prometo voltar.

    Forte abraço,

    José Horta Manzano
    BrasildeLonge.com

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    • José, você será sempre bem vindo para o café e, agora que já provou do bolo de fubá, até para o cubu – que é um bolo de fubá com queijo que creio só existir em Minas, ou nas minas da minha infância.

      Ao contrário de você, cresci cercado de Affonsos por todos os lados, mas nenhum Manzano.

      Vou ver se consigo dar uma espiada nos artigos mensais do Correio Brasiliense e no BrasildeLonge.

      Um grande abraço!

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      • Eduardo,

        Não só conheço o cubu, como guardo até hoje a máxima que minha avó trouxe do século XIX: “Quem comprou seus cubu carrega”.

        Era o fecho de uma historieta em que o sujeito entrava na venda e pedia não sei quantos milreis de cubu. O dono pegava então um saco e começava a enchê-lo de cubus. E enchia, e enchia, até não poder mais. A certa altura, o freguês diz “- Pára, moço, já tá bom assim!”. É aí que entra a máxima. Equivale a “Quem pariu Mateus que o embale”.

        Sinto que estou chovendo no molhado. Você há de conhecer tudo isso.

        Forte abraço,
        jhm

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    • José, eu não conhecia o “quem comprou seus cubu carrega”. Vou passar a usar.

      A propósito, compartilhei um dos seus textos no meu perfil no FB. Muito bom!

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